Ações humanas, entre os quais os desmatamentos, queimadas, quintais descobertos e cimentados, ocupação de áreas irregulares provocam os desequilíbrios ambientais
LUÍS MANSUÊTO
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MANAUS, AM – Estudos sobre as variações do fluxo de calor na superfície do Amazonas demonstraram que há uma oscilação diurna de
A causa são as ações humanas, como desmatamentos, queimadas, quintais descobertos e cimentados, ocupação de áreas irregulares, que provocam os desequilíbrios ambientais. Com a impermeabilização do solo, a água da chuva passa a escoar pela superfície, causando erosão, destruição, transbordamento de igarapés e enxurradas. Foi o que explicou o professor João da Silva Carvalho, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ele coordena o projeto “Estudo da Estrutura Geotermal Rasa Voltado para o Diagnóstico do Conforto Térmico na Cidade de Manaus”.
Realizado com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio do programa Integrado de Pesquisa Científica e Tecnológica (PIPT), o projeto vem sendo desenvolvido desde 2008. Na primeira semana de agosto os pesquisadores viajam para Presidente Figueiredo para fechar o ciclo anual de monitoramento.
Segundo Silva, o resultado direto é o aumento da sensação de calor devido, principalmente, ao aumento da temperatura da superfície. “As informações mostram a importância de se realizar uma política de ocupação de terras e aproveitamento dos recursos naturais. Só assim será possível minimizar os impactos”, afirmou
Em épocas de altas temperaturas (anomalias), conforme Silva, a temperatura pode ser muito maior. Ele explicou que a superfície emite calor, contudo as pessoas não sentem toda a magnitude. Por exemplo, na praia, às 13h, o indivíduo não consegue pisar na areia.
Conforme Silva, os resultados do monitoramento para avaliação de conforto térmico ambiental mostraram a grande diferença de temperatura observada nos diversos ambientes urbanos (rua asfaltada, quintal arborizado, quintal não arborizado e ambiente interno de casa).
“Em horário de maior insolação, às 13h, os locais com asfalto podem apresentar temperatura superficial superior a
Monitoramento
O acompanhamento da variação do fluxo de calor está sendo feito em poços de um metro a dois metros de profundidade. Em Manaus, as medições são feitas em dois poços no Campus Universitário da Ufam, sendo um com cobertura vegetal e outro sem.
Os pesquisadores também fazem o acompanhamento de poços abandonados com
“Por meio de uma sonda utilizada para medir a temperatura nas diferentes profundidades ao longo do poço, verificamos uma variação anual de
Essas variações são significativamente maiores em local sem vegetação, podendo chegar a
(*) É repórter da Agência Fapeam




