Grupo de cientistas da região está prestes a produzir drogas de origem vegetal para combater a Leishmaniose
CARLOS FÁBIO GUIMARAES (*)
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MANAUS, AM – Um estudo integrado de um grupo de pesquisadores, oriundo de diversas instituições de pesquisa do Brasil, está em busca de identificar, isolar e produzir, em nível de laboratório, protótipos de novas drogas derivadas de moléculas de origem vegetal, animal e microbiana da biodiversidade brasileira para o tratamento de doenças negligenciadas, como a malária e a Leishmaniose.
Denominado “Métodos Moleculares e Clássicos Aplicados à Identificação e Caracterização de Novos Compostos Químicos Ativos contra Malária e Leishmaniose a partir da biodiversidade”, o projeto é coordenado pelo geneticista molecular Luiz Hildebrando Pereira da Silva, do Instituto de Pesquisa
Os produtos estudados serão as moléculas de extratos de plantas obtidas da biodiversidade da floresta Amazônica e Atlântica, de moléculas de origem peptídica de anuros (rãs) ou de venenos de serpentes e de microorganismos, como os fungos (Actinomyces). O material será fornecido pela empresa de produtos Químicos e Farmacêuticos Cristália – LTDA, do estado de São Paulo e também pela Universidade Federal de Tocantins.
Rede de pesquisadores
O peculiar deste estudo é a formação de equipes de pesquisadores de várias regiões do país atuando
Em Manaus, a equipe de pesquisa é coordenada pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Spartaco Astolfi Filho. Doutor
O pesquisador explicou que os estudos estão na fase inicial, e que, em breve, os resultados serão conhecidos. Segundo ele, todo o empreendimento para a pesquisa só é possível graças aos investimentos decorrentes do Governo Federal e das Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados participantes, em especial a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). “Atualmente, sentimos total segurança em ter um órgão dando respaldo para esse conjunto de atividades em desenvolvimento”, ressaltou.
As plantas da Amazônia ainda são muito pouco estudadas, conforme Astolfi, e podem contribuir bastante na descoberta de novos produtos. “Às vezes, temos a descrição fitoquímica, mas não há bio-ensaios. Há um campo vasto ainda a ser explorado pelos pesquisadores”, destacou.
(*) É repórter da Agência Fapeam




