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Uma história de louvor à vida

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amazoniaac040709aSeus nove estados cobrem cerca de 5 milhões de Km2, o que representa cerca de 60% do Brasil. Desta área, as florestas cobrem 3,3 milhões de Km2, 40% do País. As amazonas formavam uma tribo que não aceitava homens.

Aquela história de "pulmão do mundo" nunca passou de metáfora, mas foi muito propalada por quem assim acreditava na oxigenação que a Amazônia propicia. A exemplo de outros mitos espalhados na mídia nacional e internacional.

Na Amazônia, o ar e diversas plantas nativas da região têm o poder da cura. Seus ribeirinhos, seringueiros e índios alimentam-se com peixe, castanha, açaí, sucos de diversas frutas e de espécimes variadas da fauna. De todo o mundo, 25% das espécies vegetais estão aqui.

A região ostenta floresta e ecossistemas em permanente estudo por cientistas brasileiros e estrangeiros.  Seus nove estados cobrem cerca de 5 milhões de Km 2, o que representa cerca de 60% do Brasil. Desta área, as florestas cobrem 3,3 milhões de Km2,  40% do País.

Nela vivem mais de 250 mil índios. Em 1948, a Unesco tentou criar o Instituto Internacional da Hiléia Amazônica, uma "autarquia" internacional com jurisdição sobre um território que abrangia quase a metade do Brasil. O Estado Maior das Forças Armadas (EMFA) foi contra e impediu essa ameaça à soberania Brasileira.

A tese é sempre a mesma, "internacionalização da Amazônia", são sempre os mesmos atores, desempenhando o mesmo papel. Só trocam o cenário: ora é patrimônio científico da humanidade; ora a navegação internacional dos grandes rios; ora a necessidade de matérias primas para o progresso da civilização; ora a conquista da tecnologia; e, por fim, a ecologia.

Por que Amazônia? O nome deriva de amazonas, as legendárias guerreiras da mitologia grega. Segundo a lenda, as amazonas pertenciam a uma tribo (comandada por Hipólita) que não aceitava homens: as crianças de sexo masculino eram mortas ao nascer.

Índias guerreiras

Amazona significa sem seio, em grego, porque a lenda também dizia que essas mulheres cortavam o seio para melhor manejar os arcos. A lenda foi transportada para a América do Sul pelos conquistadores espanhóis, pioneiros na exploração do Rio Amazonas. Ao depararem com índias guerreiras (em contraste com a cultura européia, na qual a mulher tinha apenas funções domésticas), acreditaram ter finalmente encontrado as amazonas.

Os cerca de oito milhões de quilômetros quadrados que constituem a Amazônia Continental representam 5% da superfície terrestre do globo, 20% da água doce do mundo e uma enorme biodiversidade de fauna e flora. O Rio Amazonas, considerado o maior do mundo em volume de água, com sete mil afluentes e 25 mil quilômetros de vias navegáveis, é o grande cartão postal.

Ameaçada? Sim, a exemplo de outros paraísos terrestres, pelas próprias mãos do homem. Pelo crescente desmatamento, pelas queimadas, pela biopirataria. A devastação, por exemplo, derrubou árvores numa área equivalente a três vezes o tamanho do estado de São Paulo (253 mil Km2).

Mentiras e corrupção

Ameaçada a região esteve, a partir da década de 1970, quando a extinta Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) fez tanta propaganda, mas não conseguiu implementar o desenvolvimento regional, porque jamais levou adiante um planejamento e desenvolvimento auto-determinado, ou mesmo participativo.

Ao contrário, durante os governos militares, a Sudam distribuiu muito dinheiro para fazendeiros, bancos e grandes empresários interessados em criar bois e a tomar dinheiro mediante projetos-fantasmas. A Sudam tornou-se um instrumento dos grupos de interesse e foi perdendo sua importância de maneira melancólica.

Em anos recentes, o órgão cambaleou de vez, mergulhando na fraude e na corrupção. Políticos conhecidos envolveram-se nos rombos de bilhões de reais. Em maio de 2001, a Sudam acabou e foi substituída pela Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA).

Informações de satélites

Olhando para o lema do valoroso e lendário Baden Powel para escoteiros do mundo podemos ficar alerta e firmar compromissos com aquilo que poderemos promover contra os desmandos. Esse risco que a região corre pode ser muito bem acompanhado de perto ou até mesmo eliminado. Afinal, ela dispõe de informações dos índios, dos caboclos, do Exército, da Aeronáutica, da Marinha, do Sivam, Sipam e de satélites. Dos médicos, biólogos, veterinários e engenheiros de diferentes universidades; dos profissionais formados no exterior; das ações cívico-sociais; das organizações não-governamentais; do governo brasileiro.

Tragédias à parte, o esperado e racional caminho do desenvolvimento sustentável vai ao encontro da flora e da fauna. A medicina indígena e cabocla proporciona descobertas. A riqueza medicinal da Amazônia estudada, pesquisada e processada em laboratórios salvará vidas em hospitais, em modestos e singelos quartos dos postos de saúde dos confins do Brasil, nas UTIs municipais e estaduais.

Um mundo a descobrir no Inpa e no Goeldi

Em pesquisas recentes, numa área de apenas 100 hectares na região, mais de 1.600 espécies vegetais diferentes alegraram os olhos de botânicos. Desse número, 100 são novidade e 20 ainda não receberam nome. Dois terços dos lagartos amazônicos só existem aqui. Reservas naturais abrigam raras espécies de macacos.

A Bacia Amazônica cobre 3,89 milhões de Km2 no território brasileiro, ou seja, 45% do País. Defensores dos rios e da cooperação dos povos nativos e tradicionais constataram a essência da sustentabilidade, paralelamente aos componentes da dignidade e da cidadania. Mas isso implica mudanças também dos moradores das cidades com seu consumo, suas escolhas, sua cultura.

Em Manaus, funciona o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sob a administração direta do Ministério da Ciência e Tecnologia. Criado com a finalidade de promover o estudo científico do meio físico e das condições de vida na região, o Instituto atua no sentido de assegurar o bem-estar humano e os reclamos da cultura, da economia e da segurança nacional. Só com o Centro de Biotecnologia do Amazonas - nove doutores, 11 mestres, 12 técnicos e 30 graduados - o Inpa mantêm duzentas pesquisas em laboratório.

Em Belém, o Museu Paraense Emílio Goeldi vem se consolidando como instituição de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil. Desde sua fundação, em 1866, suas atividades concentram-se no estudo científico dos sistemas naturais e socioculturais da Amazônia, bem como na divulgação de conhecimentos e acervos relacionados à região.

Maior do mundo em volume d'água, o Rio Amazonas constitui-se a grande atração do maior estado brasileiro. Com extensão de 6,3 mil quilômetros, desde as suas cabeceiras, no Peru, ele nasce presumivelmente na Lagoa de Santana, nos Andes Ocidentais, e desemboca no Oceano Atlântico, onde tem um arco de 400 quilômetros de extensão.

O Amazonas tem superfície de 1,55 milhão de maior do mundo em volume d'água, o Rio Amazonas constitui-se a grande atração do maior estado brasileiro. Com extensão de 6,3 mil quilômetros, desde as suas cabeceiras, no Peru, ele nasce presumivelmente na Lagoa de Santana, nos Andes Ocidentais, e desemboca no Oceano Atlântico, onde tem um arco de 400 quilômetros de extensão.

O Amazonas tem superfície de 1,55 milhão de Km2 e nele se encontra parte significativa da grande Floresta Amazônica. O acesso ao Amazonas é feito por via fluvial ou aérea. Manaus liga-se a Porto Velho (RO) pela sofrível rodovia BR-319, aberta durante o regime militar. No "inverno amazônico", as águas cobrem o caminho.

O clima no estado é equatorial úmido e a temperatura média anual chega a 26,7ºC. As variações médias são entre 23,3 ºC e 31,4 ºC. A umidade relativa do ar fica em torno de 80%. O Amazonas estado possui apenas duas estações bem definidas - chuvosa ("inverno") e seca, ou menos chuvosa (verão). Além da bonita floresta, o estado tem uma enorme bacia hidrográfica.

Explosão demográfica

O segundo rio mais importante do Amazonas é o Negro, que banha Manaus, a capital do estado, considerada uma das regiões de maior crescimento econômico, hoje, no País. Depois de se transformar em Zona Franca, na década de 1960, a capital amazonense ganhou um grande comércio de importados e, depois, um pólo industrial onde se concentram centenas de fábricas.

Com a Zona Franca de Manaus, a capital do estado teve um grande crescimento demográfico. Sua população passou de 200 mil habitantes, na década de 1960, para 900 mil nos anos 80. E, finalmente, 1,5 milhão em 2002, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A dualidade indígena-cabocla foi muito forte e transformou em tradição três elementos da região: o rio, a floresta e a várzea. O rio, usado como meio de transporte, fonte de água, viveiro, entre outros; as terras de várzea, utilizadas como base do trabalho agrícola dos roçados, formando o sistema regulador do plantio, colheita e pesca em função da dinâmica das cheias e vazantes dos afluentes e rios.

Borracha

O apogeu da capital do Amazonas se deu, no passado, com a descoberta do látex pelos estrangeiros, conhecido por "ouro negro" pelos que colonizaram a região amazônica. Apoiada na revolução financeira e econômica proporcionada pela borracha, a antiga Manaus chegou a ser considerada por muito tempo a cidade mais rica do País, relata o escritor amazonense e ex-presidente da Funarte, Márcio Souza, no livro Uma Breve História do Amazonas.

A "metrópole da borracha" teve início em 1900, quando o crescimento e desenvolvimento de Manaus ocorreram com traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis e franceses e nele se encontra parte significativa da grande Floresta Amazônica. O acesso ao Amazonas é feito por via fluvial ou aérea. Manaus liga-se a Porto Velho (RO) pela sofrível rodovia BR-319, aberta durante o regime militar. No "inverno amazônico", as águas cobrem o caminho.

O clima no estado é equatorial úmido e a temperatura média anual chega a 26,7ºC. As variações médias são entre 23,3 ºC e 31,4 ºC. A umidade relativa do ar fica em torno de 80%. O Amazonas estado possui apenas duas estações bem definidas - chuvosa ("inverno") e seca, ou menos chuvosa (verão). Além da bonita floresta, o estado tem uma enorme bacia hidrográfica.

Explosão demográfica

O segundo rio mais importante do Amazonas é o Negro, que banha Manaus, a capital do estado, considerada uma das regiões de maior crescimento econômico, hoje, no país. Depois de se transformar em Zona Franca, na década de 60, a capital amazonense ganhou um grande comércio de importados e, depois, um pólo industrial onde se concentram centenas de fábricas.

Com a Zona Franca de Manaus, a capital do estado teve um grande crescimento demográfico. Sua população passou de 200 mil habitantes, na década de 1960, para 900 mil nos anos 80. E, finalmente, 1,5 milhão em 2002, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A dualidade indígena-cabocla foi muito forte e transformou em tradição três elementos da região: o rio, a floresta e a várzea. O rio, usado como meio de transporte, fonte de água, viveiro, entre outros; as terras de várzea, utilizadas como base do trabalho agrícola dos roçados, formando o sistema regulador do plantio, colheita e pesca em função da dinâmica das cheias e vazantes dos afluentes e rios.

Borracha

O apogeu da capital do Amazonas se deu, no passado, com a descoberta do látex pelos estrangeiros, conhecido por "ouro negro" pelos que colonizaram a região amazônica. Apoiada na revolução financeira e econômica proporcionada pela borracha, a antiga Manaus chegou a ser considerada por muito tempo a cidade mais rica do País, relata o escritor amazonense e ex-presidente da Funarte, Márcio Souza, no livro Uma Breve História do Amazonas.

A "metrópole da borracha" teve início em 1900, quando o crescimento e desenvolvimento de Manaus ocorreram com traços culturais, políticos e econômicos herdados dos portugueses, espanhóis e franceses.

O governo deve apoiar esses órgãos, o Ibama, e as universidades, esperam os cientistas e a sociedade. É o que propormos na Agência Amazônia de Notícias.

Mobilização nacional

As mais de 300 espécies de mamíferos - 7% do total mundial, e mil espécies de pássaros - representam 11% do total mundial - são pesquisadas pouco a pouco. Cientistas do Inpa, das universidades e de outras instituições buscam na Bacia Amazônica descobrir a riqueza do seu santuário de peixes onde se agrupam 1.400 espécies identificadas. Isso representa 25% das espécies de peixes do mundo. Há contrabando e exploração irracional dessa riqueza, é preciso reconhecer. Daí, a necessidade de se mobilizar o povo brasileiro para assegurar o patrimônio natural e genético da região.

Há muito mais, e as pesquisas revelam isso. Assim, a missão do Inpa pressupõe gerar e divulgar conhecimentos científicos e tecnológicos a respeito da Amazônia Brasileira, sempre com o objetivo de conservar o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável dos recursos naturais, em benefício, principalmente, da população regional.

Alimento e equilíbrio

Institutos de pesquisa científica, cientistas, mestres, universitários, jornalistas, liberais, as instituições amazônicas sabem da importância da Amazônia como celeiro de recursos naturais. E de quanto é imprescindível assegurar que os resultados da exploração racional desses recursos sejam revertidos em favor do povo brasileiro, em especial, ribeirinhos, índios e seringueiros.

Atualmente, 80 países possuem florestas tropicais e o Brasil detém um terço dessas florestas que sobram no mundo. Precisamos conservá-las. Delas provém não só o alimento para os seus habitantes, mas as condições para o equilíbrio do planeta e a preservação dos mananciais de água e oxigênio tão caros para a continuidade da vida na Terra.


Comentarios (1)Add Comment
0
amei
escrito por larrissa, abril 19, 2010
smilies/smiley.gifmuito bom gora bom

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