teste chapa

teste

Roraima, um estado indígena com o tamanho da Inglaterra

PDFImprimirE-mail

bandeira_roraima_editRoraima ocupa apenas 2,7% do território brasileiro, mas sua extensão de 225 mil Km2 corresponde à área da Grã-Bretanha.  Seus buritizais, igarapés e cachoeiras estão em álbuns, revistas, cadernos escolares e na internet.

Roraima ocupa apenas 2,7% do território brasileiro, mas sua extensão de 225 mil Km2 corresponde à área da Grã-Bretanha. Seus buritizais, igarapés e cachoeiras estão em álbuns, revistas, cadernos escolares e na internet. Entre as belezas naturais, destaca-se o Parque Nacional do Monte Roraima (2.227 metros de altura), nome da montanha mais alta do País.

Floresta, campos gerais e o Planalto das Guianas constituem Roraima, estado que se limita com o Pará e Amazonas, faz fronteira com a Venezuela e a Guiana (ex-inglesa) e tem uma população superior a 391 mil habitantes, em sua maioria (mais de 242 mil) concentrada em Boa Vista, a capital.

Cultura indígena

A menor densidade demográfica do País se deve à existência de apenas 15 municípios ao longo de uma área total de 225,1 mil Km2. Agricultura, pecuária e extrativismo de madeira, ouro, diamantes e cassiterita são a base da economia roraimense. Na parte sul, há terras férteis próprias para a agricultura. Com quase todo seu território acima da linha do Equador, Roraima ocupa posição estratégica no intercâmbio comercial brasileiro com a Venezuela, a Guiana e o Caribe.

Na arte indígena que o estado começa a conquistar notável espaço de promoção, por conta da índia macuxi Carmézia Emiliano, nascida na maloca do Japó; Bartolomeu da Silva, o Bartô, de Boa Vista, com raízes macuxi, da região de Maturuca, na reserva Raposa Serra do Sol; e Isaías Miliano, nascido na Maloca do Mutum, na Serra do Uiramutã, também um legítimo macuxi.

Retratos da maloca

Apesar do grande extermínio indígena ocorrido durante o seu povoamento, Roraima é o estado brasileiro de maior população indígena: aproximadamente 13 mil índios pertencentes aos grupos Ianomâmi, Macuxi, Taurepang, Ingarikó, Wapixana, Maiongong, Waimiri-Atroari e Wai-Wai.

Graças ao trabalho deles, a cultura local se mantém mais viva que nunca, na pintura, escultura e no entalhe em madeira. Carmézia é considerada a primeira mulher indígena a promover as artes plásticas no estado. Ela retrata cenas do dia-a-dia da maloca onde viveu até os 28 anos. Já o poeta e escritor Eliakin Rufino, que a conheceu em 1992, recorda: "Naquela época Carmézia disse que se tivesse um pincel, iria retratar os costumes do seu povo". De lá para cá, vem se inspirando cada vez mais.

Minérios e conflitos

Por causa da peculiar situação do reduzido número de municípios, e devido à riqueza do seu solo, onde se concentram grandes jazidas de ouro, diamante, cassiterita, bauxita, cobre, areia, argila e granito, Roraima tem sido palco de constantes conflitos entre indígenas, garimpeiros e fazendeiros.

Freqüentes conflitos exigiram mais atenção do governo central, já que os problemas de Roraima são muito conhecidos de organizações não-governamentais européias e norte-americanas. Para esses conflitos, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Polícia Federal buscaram soluções com medidas enérgicas. No início dos anos 1990, por exemplo, o governo definiu que 42% do território do estado passariam a se constituir de reservas indígenas.

Alguns conflitos permanecem, porque Roraima preservou 33 aldeias indígenas que foram ameaçadas de extinção na década de 1980, principalmente por doenças contraídas pelos índios nos freqüentes contatos com os brancos. Pelo menos essa situação se reverteu: nos derradeiros anos, a curva demográfica tem sido positiva, levando a população indígena a recuperar o crescimento.

Espanhóis, holandeses e ingleses

Historicamente, com suas ricas reservas, desde o início do século XVI o território de Roraima foi disputado por espanhóis, portugueses, holandeses e ingleses. Os conflitos entre potências pela posse de Roraima chegaram até o início deste século, quando a questão foi decidida com a incorporação de parte das terras pela Guiana Inglesa.

Em 1943, com área desmembrada do estado do Amazonas, o governo federal criou o território de Rio Branco, que passou a chamar-se Roraima em 1962. Com o mesmo nome, tornou-se estado, por decisão da Assembléia Nacional Constituinte, em 1988.
Na fronteira com a Venezuela e a Guiana, Roraima tem uma rica rede hidrográfica pertencente à Bacia Amazônica, na qual se destacam os rios Branco, Uraricoeira, Catrimani, Alalaú e Tacutu.

No rio Uraricoera encontra-se a Ilha de Maracá, uma reserva natural de 92 mil hectares que tem na sua fauna garças, lobos e búfalos. Sua principal praia, a Boca do Inferno, é de areias escuras e só pode ser alcançada pela travessia de uma fenda natural, o Igarapé do Inferno, que divide a ilha em duas partes distintas.

Fortaleza em ruínas

Na junção dos rios Tacutu e Uraricoeira, a 40 quilômetros da capital, subsistem as ruínas do Forte São Joaquim, construído no século XVIII. O marco histórico pode ser alcançado por rodovia, ou por barco, numa viagem de uma hora. Próximo à fronteira com a Guiana situa-se o Lago Caracaranã, com suas margens cobertas de cajueiros. A paisagem é muito atraente, mas o acesso, difícil.

Apesar das atividades ligadas ao extrativismo mineral e vegetal constituírem a fonte básica de recursos do estado, a economia de Roraima se fortalece, também, na produção agrícola de milho, arroz e mandioca, e na criação de gado bovino e suíno. Um terço de seu território é ocupado por campos naturais - o lavrado -, propícios à criação de gado, e o restante, quase totalmente ocupado pela Floresta Amazônica.

Comentarios (1)Add Comment
0
ESCREVEU O QUE NAO VIU; PORTANTO OS INDIGENAS NÃO FORAM QUASE EXTERMINADOS POR INFECÇÃO DE DOENÇAS TRANSMITIDOS POR FAZENDERIROS E
escrito por ISAIAS DA COSTA , junho 02, 2011
INDIGENAS DA MINHA TRIBO VIVIAM EM UM INTENSO CONFLITOS ENTRE SI. NÃO TINHAM ARMONIA, ERAM IVEJOSOS, TINHAM MUITO SIUMES
E ERAM SUVINOS. COM A CHEGADA DA SIVILIZAÇÃO CHEGOU O DESENVOLVIMENTO E MUDANÇAS DE ATITUDES...

A PRESENÇA DE MILITARES "FAZENDEIROS" E PISTOLEIROS "GARIMPEIROS" NÃO TOUXERAM DOENÇAS CONTAGIOSA MAS SIM UM IMPCTO SOCIAL AOS

INDIGENAS EM GERAL. DEVIDO UM FLUXO DE INIMIZADE ENTRE SI, OS INDIGENAS ERAM MORTOS AO FUGIREM DOS RUMORES DA CHEGADA DOS MILITARES PELOS INDIGENAS RIVAIS, POIS NA REGRA INDIGENA NINGUEM PODE ULTRAPASSAR SEUS LIMITES IMAGIÁRIO FORMADO POR RIOS EMONTANHAS. NO RIO...

Escreva seu Comentario

busy